TV Alterosa inaugura sinal digital e faz testes de interatividade plena
08/05/2009, 15h23
A TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais, começou a transmitir digitalmente nesta sexta, 8. Além da inauguração das transmissões, a emissora fez ainda testes em Betim de aplicativos interativos, usando, para garantir o retorno, modem da fabricante MXT, que desenvolve equipamentos GPRS e que podem ser acoplados a receptores de TV digital. Segundo a emissora, este é o primeiro teste oficial de interatividade plena do Sistema Brasileiro de TV Digital.
Segundo o gerente técnico da emissora Luiz Eduardo Leão, o teste foi realizado com protótipos de receptores equipados com uma "versão beta" do Ginga, já que o middleware ainda não foi normatizado. O teste consistia em uma aplicativo no qual o usuário respondia uma pergunta simples e recebia um conteúdo exclusivo. Segundo o engenheiro, a comunicação se deu pela Internet, através do modem que usou a rede celular. No entanto, qualquer rede física capaz de conectar o receptor à Internet poderia ser usada, como telefonia fixa, cable modem etc.
HD local
A TV Alterosa transmitirá em alta definição conteúdo do SBT e parte do conteúdo local. Segundo a emissora, do grupo Diários Associados, os programas "Viação Cipó" e "Vrum" já são produzidos por ela em alta definição. Os programas "Jornal da Alterosa" e "Alterosa Esporte", ainda captados na resolução standard, mas são os próximos a entrar totalmente na era digital. Fernando Lauterjung - PAY-TV News
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Mercado Americano...
Transição nos Estados Unidos pode custar mais que o esperado
05/01/2009, 17h35
De acordo com noticiários locais, a transição para a TV digital nos Estados Unidos está fugindo do plano inicial. Os problemas começam a ficar mais evidentes com a aproximação da data de desligamento total dos sinais analógicos, o que acontece no dia 17 de fevereiro. Dentro do esforço de garantir que ninguém fique sem receber o sinal da TV aberta, o governo norte-americano vem distribuindo junto às famílias de baixa renda cupons que podem ser trocados por conversores de TV digital. Até o momento, 17,5 milhões foram trocados. Contudo, o comitê responsável pela distribuição dos cupons está pedindo mais recursos, temendo que nem todas as famílias sejam atendidas. Segundo dados da Nielsen, em dezembro, 6,8% dos lares norte-americanos estavam completamente despreparados para a transição. Em outras palavras, não tinham receptores digitais de TV aberta e nem assinavam nenhum serviço de TV paga.
O programa conta com recursos da ordem de US$ 1,5 bilhão, e está alertando o governo Bush que deve precisar de mais US$ 250 milhões a US$ 325 milhões. Os gastos vão além do investimento em cupons em si, já que estão sendo colocados recursos em campanhas para educar sobre os novos equipamentos e instalação de antenas externas em áreas rurais e nas residências de idosos e deficientes físicos.
Preço alto
Paralelamente, outro problema pode levar parte da população a perder os sinais da TV aberta: a falta de acordo entre operadores de cabo e emissoras abertas em relação ao preço da programação. Vale lembrar, a regra do must carry nos Estados Unidos obriga os operadores de cabo a carregar os sinais das emissoras locais que desejem abrir sua programação. Contudo, as emissoras não são obrigadas a abrir o sinal, podendo, inclusive, cobrar por ele.
Recentemente, a Viacom e a Time Warner Cable travaram, publicamente, uma disputa neste sentido. Embora as duas gigantes tenham chegado a um acordo, há ainda a ameaça do corte do sinal da TV aberta para os assinantes de outras operadoras de cabo. A American Cable Association (ACA), que reúne operadores independentes de cabo, reclama que muitos canais locais estão cobrando mais para liberar seus sinais, como forma de compensar os investimentos na digitalização e os efeitos da crise. Por enquanto, a associação diz que a maioria dos operadores acaba aceitando os preços mais altos, já que o corte dos sinais locais poderia implicar perda de assinantes. Contudo, em algumas localidades os sinais locais foram cortados. No DTH, o mesmo vem acontecendo. Tanto a DirecTV quanto a Dish Network deixaram de transmitir alguns canais.
A ACA diz que o custo dos sinais abertos varia de US$ 0,25 a US$ 0,60 por assinante. O sinal, na maioria dos casos, era entregue gratuitamente. Da Redação - PAY-TV News
05/01/2009, 17h35
De acordo com noticiários locais, a transição para a TV digital nos Estados Unidos está fugindo do plano inicial. Os problemas começam a ficar mais evidentes com a aproximação da data de desligamento total dos sinais analógicos, o que acontece no dia 17 de fevereiro. Dentro do esforço de garantir que ninguém fique sem receber o sinal da TV aberta, o governo norte-americano vem distribuindo junto às famílias de baixa renda cupons que podem ser trocados por conversores de TV digital. Até o momento, 17,5 milhões foram trocados. Contudo, o comitê responsável pela distribuição dos cupons está pedindo mais recursos, temendo que nem todas as famílias sejam atendidas. Segundo dados da Nielsen, em dezembro, 6,8% dos lares norte-americanos estavam completamente despreparados para a transição. Em outras palavras, não tinham receptores digitais de TV aberta e nem assinavam nenhum serviço de TV paga.
O programa conta com recursos da ordem de US$ 1,5 bilhão, e está alertando o governo Bush que deve precisar de mais US$ 250 milhões a US$ 325 milhões. Os gastos vão além do investimento em cupons em si, já que estão sendo colocados recursos em campanhas para educar sobre os novos equipamentos e instalação de antenas externas em áreas rurais e nas residências de idosos e deficientes físicos.
Preço alto
Paralelamente, outro problema pode levar parte da população a perder os sinais da TV aberta: a falta de acordo entre operadores de cabo e emissoras abertas em relação ao preço da programação. Vale lembrar, a regra do must carry nos Estados Unidos obriga os operadores de cabo a carregar os sinais das emissoras locais que desejem abrir sua programação. Contudo, as emissoras não são obrigadas a abrir o sinal, podendo, inclusive, cobrar por ele.
Recentemente, a Viacom e a Time Warner Cable travaram, publicamente, uma disputa neste sentido. Embora as duas gigantes tenham chegado a um acordo, há ainda a ameaça do corte do sinal da TV aberta para os assinantes de outras operadoras de cabo. A American Cable Association (ACA), que reúne operadores independentes de cabo, reclama que muitos canais locais estão cobrando mais para liberar seus sinais, como forma de compensar os investimentos na digitalização e os efeitos da crise. Por enquanto, a associação diz que a maioria dos operadores acaba aceitando os preços mais altos, já que o corte dos sinais locais poderia implicar perda de assinantes. Contudo, em algumas localidades os sinais locais foram cortados. No DTH, o mesmo vem acontecendo. Tanto a DirecTV quanto a Dish Network deixaram de transmitir alguns canais.
A ACA diz que o custo dos sinais abertos varia de US$ 0,25 a US$ 0,60 por assinante. O sinal, na maioria dos casos, era entregue gratuitamente. Da Redação - PAY-TV News
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Reino Unido lidera em TV digital
GAZETA MERCANTIL - COMUNICAÇÃO - SÃO
PAULO - 26/11/08 - Pg. C2
Estudo sobre o desempenho da indústria mundial da comunicação feito pelo The
International Communications Market Report, da Ofcom, órgão que regula esse
setor do Reino Unido, aponta que a internet de alta velocidade foi a área
que mais avançou nos negócios, tanto em termos de conexões como de receita,
embora com ritmo menos acelerado do que em anos anteriores. No Reino Unido,
por exemplo, o crescimento em 2006 foi de 20%, enquanto o índice no ano
seguinte foi de 14%.
Do total de domicílios monitorados na pesquisa, 56% têm conexões de banda
larga, contra 12% em 2002. A Holanda lidera com 81% dos domicílios, contra
66% do Canadá, 62% da Suécia, 61% dos EUA e 60% do Reino Unido. De modo
geral, entretanto, as taxas de crescimento do setor estão declinando.
O Japão está na dianteira entre os países desenvolvidos no que se refere à
oferta da próxima geração das redes de acesso à banda larga, com 85% da
população já servida por fibra ótica até a porta das residências. O país
lidera em número de aparelhos 3G, usados por 83% dos usuários de celulares.
O índice representa um aumento de 50% desde 2004, quando apenas 13% tinham
conexões de terceira geração. Em seguida vêm os mercados da Itália (27%),
República da Irlanda (26%) e Reino Unido (17%).
TV digital
A adesão às tecnologias digitais cresce a cada ano em todos os maiores
mercados. O Reino Unido, segundo do ranking de penetração de celulares,
agora é o número um em abrangência de TV digital: 86% dos domicílios recebem
sinais digitalizados (crescimento de 9 pontos percentuais), contra 70% dos
EUA (ganho de 9 pontos) e 66% da França, que foi o país com maior expansão
(aumento de 13 pontos).
Populares
Os britânicos também lideram em gravadores digitais de vídeo (DVRs), que
permitem parar uma programação, gravar, armazenar e avançar atrações de TV.
O aparelho está em 30% dos domicílios do Reino Unido, comparados a 21% na
Itália e 20% nos EUA e Canadá. Os DVRs são menos populares na Alemanha (11%)
e no Japão (13%).
Graças à crescente popularidade dos serviços pagos de TV e à adesão aos
gravadores digitais, o relatório de 2007 trouxe um dado novo. Pela primeira
vez, a veiculação de propaganda originou menos de 50% da receita total de
TV, que recuou ligeiramente para 49% (US$ 162,2 bilhões). Já a receita de
assinaturas avançou 2%, para representar 43% do total (US$ 142,1 bilhões).
Pacotes
Quanto ao preço das assinaturas do chamado pacote "triple-play" -- TV,
telefonia e internet --, os britânicos também são os mais favorecidos. Um
típico pacote de serviços, que inclui uma linha fixa, quatro celulares, TV
por assinatura básica e banda larga custa US$ 208,20 mensais.
PAULO - 26/11/08 - Pg. C2
Estudo sobre o desempenho da indústria mundial da comunicação feito pelo The
International Communications Market Report, da Ofcom, órgão que regula esse
setor do Reino Unido, aponta que a internet de alta velocidade foi a área
que mais avançou nos negócios, tanto em termos de conexões como de receita,
embora com ritmo menos acelerado do que em anos anteriores. No Reino Unido,
por exemplo, o crescimento em 2006 foi de 20%, enquanto o índice no ano
seguinte foi de 14%.
Do total de domicílios monitorados na pesquisa, 56% têm conexões de banda
larga, contra 12% em 2002. A Holanda lidera com 81% dos domicílios, contra
66% do Canadá, 62% da Suécia, 61% dos EUA e 60% do Reino Unido. De modo
geral, entretanto, as taxas de crescimento do setor estão declinando.
O Japão está na dianteira entre os países desenvolvidos no que se refere à
oferta da próxima geração das redes de acesso à banda larga, com 85% da
população já servida por fibra ótica até a porta das residências. O país
lidera em número de aparelhos 3G, usados por 83% dos usuários de celulares.
O índice representa um aumento de 50% desde 2004, quando apenas 13% tinham
conexões de terceira geração. Em seguida vêm os mercados da Itália (27%),
República da Irlanda (26%) e Reino Unido (17%).
TV digital
A adesão às tecnologias digitais cresce a cada ano em todos os maiores
mercados. O Reino Unido, segundo do ranking de penetração de celulares,
agora é o número um em abrangência de TV digital: 86% dos domicílios recebem
sinais digitalizados (crescimento de 9 pontos percentuais), contra 70% dos
EUA (ganho de 9 pontos) e 66% da França, que foi o país com maior expansão
(aumento de 13 pontos).
Populares
Os britânicos também lideram em gravadores digitais de vídeo (DVRs), que
permitem parar uma programação, gravar, armazenar e avançar atrações de TV.
O aparelho está em 30% dos domicílios do Reino Unido, comparados a 21% na
Itália e 20% nos EUA e Canadá. Os DVRs são menos populares na Alemanha (11%)
e no Japão (13%).
Graças à crescente popularidade dos serviços pagos de TV e à adesão aos
gravadores digitais, o relatório de 2007 trouxe um dado novo. Pela primeira
vez, a veiculação de propaganda originou menos de 50% da receita total de
TV, que recuou ligeiramente para 49% (US$ 162,2 bilhões). Já a receita de
assinaturas avançou 2%, para representar 43% do total (US$ 142,1 bilhões).
Pacotes
Quanto ao preço das assinaturas do chamado pacote "triple-play" -- TV,
telefonia e internet --, os britânicos também são os mais favorecidos. Um
típico pacote de serviços, que inclui uma linha fixa, quatro celulares, TV
por assinatura básica e banda larga custa US$ 208,20 mensais.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
TV digital atinge apenas 0,3% da população
04/11/08
Dados divulgados pelo Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) nesta terça-feira (4) mostraram que apenas 645 mil espectadores terão acesso à TV digital até o final de 2008. Dessa forma, o sistema de transmissão completará um ano em operação atingindo somente 0,3% da população brasileira .
As informações foram baseadas em dados da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos).
Os dados ainda incluem as estimativas de vendas de receptores fixos até dezembro. A associação prevê a venda de mais 150 mil receptores. Calcula-se que cada aparelho seja utilizado por 3,3 telespectadores. Também foram considerados 150 mil receptores móveis (como de celulares).
Segundo o Fórum SBTVD, a a transmissão chegará mas não será interativa. Isso porque o sistema de interatividade Ginga ainda está em fase de especificações.
Redação Adnews, com informações da Folha Online.
Dados divulgados pelo Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) nesta terça-feira (4) mostraram que apenas 645 mil espectadores terão acesso à TV digital até o final de 2008. Dessa forma, o sistema de transmissão completará um ano em operação atingindo somente 0,3% da população brasileira .
As informações foram baseadas em dados da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos).
Os dados ainda incluem as estimativas de vendas de receptores fixos até dezembro. A associação prevê a venda de mais 150 mil receptores. Calcula-se que cada aparelho seja utilizado por 3,3 telespectadores. Também foram considerados 150 mil receptores móveis (como de celulares).
Segundo o Fórum SBTVD, a a transmissão chegará mas não será interativa. Isso porque o sistema de interatividade Ginga ainda está em fase de especificações.
Redação Adnews, com informações da Folha Online.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
TV digital estará em 400 milhões de lares em 4 anos
02/07/08
A TV digital estará em mais de 400 milhões de residências até 2012, informa a pesquisa da Parks Associates. O vice-presidente do instituto, Kurt Scherf, declara que o que atrapalha a popularização da TV digital no país é a dificuldade de conectar serviços de vídeo como o Youtube e Uol Mais aos aparelhos de televisão.
Quando essa tecnologia estiver de acordo com as exigências que o sistema digital exige, os telespectadores brasileiros poderão desfrutar de experiências interativas pela TV.
A expectativa, segundo a Parks, é que a partir desse ano o Brasil tenha um crescimento nos serviços e produtos de conexão às plataformas. Até o momento, o mercado de TV digital ainda está em aprendizagem no país. Por conta disso, os consumidores brasileiros visualizam o seguinte cenário: enquanto as TVs modernas e grandes vem com o conversor digital embutido, os aparelhos conversores ainda são caros e difíceis de adquirir.
Um exemplo de serviço que segue essa linha e foi anunciado recentemente é o filme "Hancock", da Sony Entertainment, e que chegará nas TVs da mesma marca pela Internet, antes do DVD.
A TV digital estará em mais de 400 milhões de residências até 2012, informa a pesquisa da Parks Associates. O vice-presidente do instituto, Kurt Scherf, declara que o que atrapalha a popularização da TV digital no país é a dificuldade de conectar serviços de vídeo como o Youtube e Uol Mais aos aparelhos de televisão.
Quando essa tecnologia estiver de acordo com as exigências que o sistema digital exige, os telespectadores brasileiros poderão desfrutar de experiências interativas pela TV.
A expectativa, segundo a Parks, é que a partir desse ano o Brasil tenha um crescimento nos serviços e produtos de conexão às plataformas. Até o momento, o mercado de TV digital ainda está em aprendizagem no país. Por conta disso, os consumidores brasileiros visualizam o seguinte cenário: enquanto as TVs modernas e grandes vem com o conversor digital embutido, os aparelhos conversores ainda são caros e difíceis de adquirir.
Um exemplo de serviço que segue essa linha e foi anunciado recentemente é o filme "Hancock", da Sony Entertainment, e que chegará nas TVs da mesma marca pela Internet, antes do DVD.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Confusão na TV digital afasta consumidores
28/2/2008 14:19:00
Lançada há três meses, a TV digital ainda confunde o consumidor. As
emissoras e a indústria fizeram uma campanha para o lançamento em 2 de
dezembro, na Grande São Paulo, mas, mesmo assim, o desconhecimento
segura o mercado. "Tem muita gente que compra uma antena parabólica
porque não recebe um bom sinal analógico, quando poderia comprar um
set-top box (também chamado de conversor), que custa quase o mesmo
preço", afirmou o professor Gunnar Bedicks Jr, da Universidade
Mackenzie. "Eles não sabem que podem ligar seu set-top box na TV
analógica, e ter uma imagem melhor." Um estudo do Mackenzie mostrou
56% das residências na Grande São Paulo recebem um sinal analógico
ruim. A qualidade de recepção poderia ser um argumento de venda
importante para a indústria e o varejo, mas a mensagem, até agora, tem
se concentrado na alta definição, que depende de televisores de alto
custo, com telas de plasma ou cristal líquido (LCD).
No lançamento, em dezembro, houve problemas de equipamentos fora da
norma, que tiveram que ser modificados pelos fabricantes. Um
importador, por exemplo, trouxe televisores portáteis que não
conseguiam reproduzir o som do sistema brasileiro. Os programas de TV
ficavam mudos. "Estamos remontando o grupo que reúne as emissoras e a
Eletros (associação de fabricantes), para lançarmos uma campanha de
sustentação", explicou Roberto Franco, presidente do Fórum do Sistema
Brasileiro de TV Digital Terrestre. A idéia é, além de retomar a
campanha publicitária, trabalhar com varejistas, instaladores e
antenistas. A intenção é lançar a campanha o mais rápido possível, até
o começo de abril.
A TV digital oferece som e imagens melhores que a analógica. Ela
também permite mobilidade e interatividade. A mobilidade está no ar,
mas os celulares que recebem TV aberta ainda não estão disponíveis. A
interatividade depende do software Ginga, desenvolvido no Brasil, que
não está presente nos equipamentos atualmente no mercado. Quem vê a TV
aberta e não quer trocar de aparelho, pode comprar um conversor, que
custa a partir de R$ 500.
Em dezembro, foram vendidos cerca de 48 mil equipamentos, segundo
estimativas da indústria. De lá para cá, houve anúncios de conversores
de R$ 180, que não chegaram ao mercado. "Não tenho nenhum número sobre
o mercado", disse Franco. "Mas ninguém esperava um estouro de
vendas."
Ele destacou que em outros mercados a introdução da TV digital não foi
rápida. O Japão ficou quase três anos com transmissões experimentais.
Na Inglaterra, uma das empresas quebrou e o governo teve que modificar
o modelo de negócios. Nos Estados Unidos, onde o sinal analógico vai
ser desligado em 17 de fevereiro de 2009, o governo está oferecendo
até dois cupons de US$ 40 para que as pessoas que ainda dependem do
sinal analógico possam migrar. Lá, existem conversores a partir de US$
50. "Na Europa também foi dado subsídio", afirmou Franco.
Um estudo da Nielsen, divulgado este mês, mostrou que 13 milhões de
residências americanas não estão prontas para a TV digital. Outras 6
milhões de residências tinham aparelhos de televisão, que não eram os
principais, que só recebiam sinal analógico. Durante o período de
transição, as emissoras veiculam os sinais analógico e digital,
simultaneamente. Nos EUA, o sinal analógico será desligado no ano que
vem. No Brasil, a previsão é 2016. A próxima cidade a receber a TV
digital deve ser o Rio de Janeiro, mas as emissoras não ainda não
conseguiram fechar uma data única de lançamento, como aconteceu em São
Paulo. A perspectiva é que as primeiras transmissões ocorram em abril
ou maio. Mas a maioria das emissoras deve começar somente no segundo
semestre.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Lançada há três meses, a TV digital ainda confunde o consumidor. As
emissoras e a indústria fizeram uma campanha para o lançamento em 2 de
dezembro, na Grande São Paulo, mas, mesmo assim, o desconhecimento
segura o mercado. "Tem muita gente que compra uma antena parabólica
porque não recebe um bom sinal analógico, quando poderia comprar um
set-top box (também chamado de conversor), que custa quase o mesmo
preço", afirmou o professor Gunnar Bedicks Jr, da Universidade
Mackenzie. "Eles não sabem que podem ligar seu set-top box na TV
analógica, e ter uma imagem melhor." Um estudo do Mackenzie mostrou
56% das residências na Grande São Paulo recebem um sinal analógico
ruim. A qualidade de recepção poderia ser um argumento de venda
importante para a indústria e o varejo, mas a mensagem, até agora, tem
se concentrado na alta definição, que depende de televisores de alto
custo, com telas de plasma ou cristal líquido (LCD).
No lançamento, em dezembro, houve problemas de equipamentos fora da
norma, que tiveram que ser modificados pelos fabricantes. Um
importador, por exemplo, trouxe televisores portáteis que não
conseguiam reproduzir o som do sistema brasileiro. Os programas de TV
ficavam mudos. "Estamos remontando o grupo que reúne as emissoras e a
Eletros (associação de fabricantes), para lançarmos uma campanha de
sustentação", explicou Roberto Franco, presidente do Fórum do Sistema
Brasileiro de TV Digital Terrestre. A idéia é, além de retomar a
campanha publicitária, trabalhar com varejistas, instaladores e
antenistas. A intenção é lançar a campanha o mais rápido possível, até
o começo de abril.
A TV digital oferece som e imagens melhores que a analógica. Ela
também permite mobilidade e interatividade. A mobilidade está no ar,
mas os celulares que recebem TV aberta ainda não estão disponíveis. A
interatividade depende do software Ginga, desenvolvido no Brasil, que
não está presente nos equipamentos atualmente no mercado. Quem vê a TV
aberta e não quer trocar de aparelho, pode comprar um conversor, que
custa a partir de R$ 500.
Em dezembro, foram vendidos cerca de 48 mil equipamentos, segundo
estimativas da indústria. De lá para cá, houve anúncios de conversores
de R$ 180, que não chegaram ao mercado. "Não tenho nenhum número sobre
o mercado", disse Franco. "Mas ninguém esperava um estouro de
vendas."
Ele destacou que em outros mercados a introdução da TV digital não foi
rápida. O Japão ficou quase três anos com transmissões experimentais.
Na Inglaterra, uma das empresas quebrou e o governo teve que modificar
o modelo de negócios. Nos Estados Unidos, onde o sinal analógico vai
ser desligado em 17 de fevereiro de 2009, o governo está oferecendo
até dois cupons de US$ 40 para que as pessoas que ainda dependem do
sinal analógico possam migrar. Lá, existem conversores a partir de US$
50. "Na Europa também foi dado subsídio", afirmou Franco.
Um estudo da Nielsen, divulgado este mês, mostrou que 13 milhões de
residências americanas não estão prontas para a TV digital. Outras 6
milhões de residências tinham aparelhos de televisão, que não eram os
principais, que só recebiam sinal analógico. Durante o período de
transição, as emissoras veiculam os sinais analógico e digital,
simultaneamente. Nos EUA, o sinal analógico será desligado no ano que
vem. No Brasil, a previsão é 2016. A próxima cidade a receber a TV
digital deve ser o Rio de Janeiro, mas as emissoras não ainda não
conseguiram fechar uma data única de lançamento, como aconteceu em São
Paulo. A perspectiva é que as primeiras transmissões ocorram em abril
ou maio. Mas a maioria das emissoras deve começar somente no segundo
semestre.
Fonte: O Estado de S.Paulo
terça-feira, 10 de julho de 2007
Em Fórum, TVs comerciais e públicas divergem sobre TV digital
7/7/2007 23:05:00
As principais TVs comerciais e públicas brasileiras mostraram diferentes focos em encontro que discutiu as novidades da implantação do sinal digital para a televisão. O debate aconteceu na última sexta-feira, dia 6, no Rio de Janeiro, (RJ), em IV Fórum Brasileiro de TV Digital promovido pelo Instituto de Estudos de Televisão. O encontro foi marcado pela presença dos principais executivos de cada emissora, além de especialistas sobre o tema. Após aproximadas dez horas de discussão, esclareceu-se o modelo de negócios a ser escolhido pelas redes privadas. Profissionais da TV Globo, Record, SBT, Bandeirantes e Rede TV! expuseram planos semelhantes sobre a necessidade e reflexos da implantação do serviço no Brasil. Embora cada uma delas tenha apresentado diferenciais, o ponto comum fincou a preocupação em oferecer a interatividade e o benefício da alta definição em imagens, HDTV, como principais benefícios ao telespectador. Já está decidido que a data de estréia da transmissão digital no país será dia 2 de dezembro, inicialmente apenas para a cidade de São Paulo, (SP). O software adotado pelas emissoras também esteve presente no Fórum. Intitulado de Ginga, produzido por universidades nacionais, o programa foi apresentado ao público presente pelo diretor de Tecnologia da Record, José Marcelo de Amaral.
Na apresentação, as funcionalidades revelaram a possibilidade de o espectador participar de um quiz enquanto assiste a um telejornal, ou mesmo acessar o resumo dos capítulos das telenovelas, que também poderão ser acompanhadas em outro idioma. Já no futebol, o middle permite conferir a escalação do time ao mesmo tempo em que a partida acontece.A monoprogramação também obteve destaque durante as conversas entre as redes comerciais. Foi unânime a decisão anunciada de que elas apostarão na programação única de um canal, ao invés de disponibilizar várias opções simultâneas. De acordo com a diretora da Divisão de Engenharia de Transmissão e Apoio às Afiliadas da Rede Globo, Liliana Nakonechnyj, o motivo da escolha é a movido pela intenção de "primar pela qualidade na imagem" baseada na tecnologia do HD (alta definição). Apesar disso, não foi descartada a possibilidade futura de oferecer a multiprogramação futuramente. Os líderes podem cair"Apostem as fichas porque o jogo vai recomeçar". Esta foi a tônica da participação do diretor geral da Band, Frederico Nogueira, responsável por momentos de polêmica e discussões mais apimentadas. O profissional foi o único a dizer sobre a carga tributária e o valor de 55% cobrados pelo Governo por meio de impostos no processo de implantação. Além disso, Nogueira comentou sobre a novidade do canal de retorno para mensuração da audiência aos anunciantes e agências de publicidade. Nessa linha, ele afirma que as formas de veiculação publicitária serão completamente distintas das utilizadas no sinal analógico atual. Ele cita como exemplo a possibilidade do espectador adquirir produto diretamente pela TV por meio do controle remoto. "A criatividade deverá se adequar à esta nova era e os líderes podem perder seu posto na disputa", completou.
Os temas portabilidade e digitalização nortearam as apresentações do SBT e Rede TV!. O assessor do Conselho Executivo de Tecnologia da emissora de Silvio Santos, Alexandre Sano, focou a interatividade já existente entre a audiência e os programas. Sano disse que o SBT é líder em recebimento de mensagens de celulares SMS que culminam com prêmios para o telespectador. Já o superintendente de Operações da Rede TV!, Kalled Adib, preferiu dizer sobre o cotidiano da emissora, pioneira na digitalização das atividades. "Tudo é feito na era digital, desde a pauta à finalização da matéria", conta Adib. O profissional também afirmou que a fase ainda é laboratorial e, por isso, o mercado aprenderá com o tempo como atuar sob essa nova plataforma.Adib foi o único a discordar sobre o alto valor estimado para os set-top boxes, aparelhos conversores do analógico para o digital. Para ele, não há motivos para preocupação neste aspecto, pois deverá haver sintonia e bom senso entre mercado e consumidor para um acordo justo para o devido valor. Na visão dos outros executivos, o preço estimado, acima de R$ 300, é surreal se comparado à economia brasileira.
TV PúblicaA presença do assessor Especial da Secom - Secretaria de Estado de Comunicação Social -Arnaldo César, representou a posição do Governo no processo de criação da nova rede de TV pública. Apesar de existir desde meados da década de 1960, estas redes de comunicação não têm até hoje condições de sustentabilidade no mercado. Corriqueiras crises econômicas e de identidade levam muitas a encerrar suas atividades. Atualmente, existem cerca de 20 delas no Brasil. Seu objetivo principal é o foco no cidadão ao oferecer conteúdo independente e plural para formar uma melhor massa crítica. O financiamento vem do Governo Federal. Segundo César, a chegada da TV Pública não tem a pretensão de propor concorrência às emissoras privadas. A idéia é "preencher espaços deixados pelas televisões convencionais". A verba para a estruturação é de R$ 350 milhões anuais, valor similar ao orçamento comercial anual da Band, quarta maior rede de TV do Brasil. Sendo assim, a missão da TV digital assume um papel contrário ao apresentado pelas emissoras privadas. Haverá a multiprogramação em seu conteúdo focado em educação, cultura e informação, ao invés da evolução para uma ferramenta de acesso interativo. A produção de conteúdo será descentralizada, fato que garantirá a diversidade cultural. Nessa linha, foram lembrados os esforços feitos pela Ancine - Agência Nacional do Cinema - representada no Fórum por seu diretor Leopoldo Nunes. Segundo ele, a convergência de mídias e a relação mais íntima com os produtores independentes são importantes pilastras na solidificação do projeto. O IPTV, sistema que funciona como TV pela internet, é um exemplo. Graças a ele, torna-se possível a demonstração de um projeto que interliga museus espalhados pelo país e os disponibiliza na figura de acervo na Web. Marco Antônio Coelho, Relações Institucionais da Fundação Padre Anchieta/TV Cultura e a presidente da TVE Brasil, Beth Carmona, incrementaram o debate sobre a comunicação pública. Coelho falou sobre a possibilidade de o processo de transição para o digital acontecer de forma conjunta entre as redes, incluindo também a Rede Brasil.Por falta de financiamento, o novo sinal não virá em formato de alta definição, como será o das redes privadas. A verba anual da TV Cultura é de R$ 150 milhões, enquanto a TVE recebe por volta de R$ 60 milhões. Coelho lembrou que apesar de ter comercializado parte de seu conteúdo, o valor alcançado pela Cultura foi perto de 10% do total de faturamento e, portanto, não descaracteriza a condição pública de sua emissora.Entre os projetos da TVE, rede pertencente à Acerp, a chegada da digitalização deve aperfeiçoar o programa de educação à distância por meio da integração de mídias e utilização da banda larga. Também estiveram presentes no Fórum a especialista em Mídia Interativa e radialista Rosa Freitag, o jornalista Newton Cannito e o roteirista e diretor do IETV, Fernando Crócomo. Rosa mostrou um protótipo que simula interatividade no produto telenovela. O programa desenvolvido em 1995 é atual e permite ao telespectador mudar o rumo da história e alterar inclusive as opiniões e o humor dos personagens. Os outros especialistas falaram essencialmente sobre os formatos com maior probabilidade de fixação na TV digital e mudança nas formas de investimento no setor.Marcelo Gripa - Especial do Rio de Janeiro.
As principais TVs comerciais e públicas brasileiras mostraram diferentes focos em encontro que discutiu as novidades da implantação do sinal digital para a televisão. O debate aconteceu na última sexta-feira, dia 6, no Rio de Janeiro, (RJ), em IV Fórum Brasileiro de TV Digital promovido pelo Instituto de Estudos de Televisão. O encontro foi marcado pela presença dos principais executivos de cada emissora, além de especialistas sobre o tema. Após aproximadas dez horas de discussão, esclareceu-se o modelo de negócios a ser escolhido pelas redes privadas. Profissionais da TV Globo, Record, SBT, Bandeirantes e Rede TV! expuseram planos semelhantes sobre a necessidade e reflexos da implantação do serviço no Brasil. Embora cada uma delas tenha apresentado diferenciais, o ponto comum fincou a preocupação em oferecer a interatividade e o benefício da alta definição em imagens, HDTV, como principais benefícios ao telespectador. Já está decidido que a data de estréia da transmissão digital no país será dia 2 de dezembro, inicialmente apenas para a cidade de São Paulo, (SP). O software adotado pelas emissoras também esteve presente no Fórum. Intitulado de Ginga, produzido por universidades nacionais, o programa foi apresentado ao público presente pelo diretor de Tecnologia da Record, José Marcelo de Amaral.
Na apresentação, as funcionalidades revelaram a possibilidade de o espectador participar de um quiz enquanto assiste a um telejornal, ou mesmo acessar o resumo dos capítulos das telenovelas, que também poderão ser acompanhadas em outro idioma. Já no futebol, o middle permite conferir a escalação do time ao mesmo tempo em que a partida acontece.A monoprogramação também obteve destaque durante as conversas entre as redes comerciais. Foi unânime a decisão anunciada de que elas apostarão na programação única de um canal, ao invés de disponibilizar várias opções simultâneas. De acordo com a diretora da Divisão de Engenharia de Transmissão e Apoio às Afiliadas da Rede Globo, Liliana Nakonechnyj, o motivo da escolha é a movido pela intenção de "primar pela qualidade na imagem" baseada na tecnologia do HD (alta definição). Apesar disso, não foi descartada a possibilidade futura de oferecer a multiprogramação futuramente. Os líderes podem cair"Apostem as fichas porque o jogo vai recomeçar". Esta foi a tônica da participação do diretor geral da Band, Frederico Nogueira, responsável por momentos de polêmica e discussões mais apimentadas. O profissional foi o único a dizer sobre a carga tributária e o valor de 55% cobrados pelo Governo por meio de impostos no processo de implantação. Além disso, Nogueira comentou sobre a novidade do canal de retorno para mensuração da audiência aos anunciantes e agências de publicidade. Nessa linha, ele afirma que as formas de veiculação publicitária serão completamente distintas das utilizadas no sinal analógico atual. Ele cita como exemplo a possibilidade do espectador adquirir produto diretamente pela TV por meio do controle remoto. "A criatividade deverá se adequar à esta nova era e os líderes podem perder seu posto na disputa", completou.
Os temas portabilidade e digitalização nortearam as apresentações do SBT e Rede TV!. O assessor do Conselho Executivo de Tecnologia da emissora de Silvio Santos, Alexandre Sano, focou a interatividade já existente entre a audiência e os programas. Sano disse que o SBT é líder em recebimento de mensagens de celulares SMS que culminam com prêmios para o telespectador. Já o superintendente de Operações da Rede TV!, Kalled Adib, preferiu dizer sobre o cotidiano da emissora, pioneira na digitalização das atividades. "Tudo é feito na era digital, desde a pauta à finalização da matéria", conta Adib. O profissional também afirmou que a fase ainda é laboratorial e, por isso, o mercado aprenderá com o tempo como atuar sob essa nova plataforma.Adib foi o único a discordar sobre o alto valor estimado para os set-top boxes, aparelhos conversores do analógico para o digital. Para ele, não há motivos para preocupação neste aspecto, pois deverá haver sintonia e bom senso entre mercado e consumidor para um acordo justo para o devido valor. Na visão dos outros executivos, o preço estimado, acima de R$ 300, é surreal se comparado à economia brasileira.
TV PúblicaA presença do assessor Especial da Secom - Secretaria de Estado de Comunicação Social -Arnaldo César, representou a posição do Governo no processo de criação da nova rede de TV pública. Apesar de existir desde meados da década de 1960, estas redes de comunicação não têm até hoje condições de sustentabilidade no mercado. Corriqueiras crises econômicas e de identidade levam muitas a encerrar suas atividades. Atualmente, existem cerca de 20 delas no Brasil. Seu objetivo principal é o foco no cidadão ao oferecer conteúdo independente e plural para formar uma melhor massa crítica. O financiamento vem do Governo Federal. Segundo César, a chegada da TV Pública não tem a pretensão de propor concorrência às emissoras privadas. A idéia é "preencher espaços deixados pelas televisões convencionais". A verba para a estruturação é de R$ 350 milhões anuais, valor similar ao orçamento comercial anual da Band, quarta maior rede de TV do Brasil. Sendo assim, a missão da TV digital assume um papel contrário ao apresentado pelas emissoras privadas. Haverá a multiprogramação em seu conteúdo focado em educação, cultura e informação, ao invés da evolução para uma ferramenta de acesso interativo. A produção de conteúdo será descentralizada, fato que garantirá a diversidade cultural. Nessa linha, foram lembrados os esforços feitos pela Ancine - Agência Nacional do Cinema - representada no Fórum por seu diretor Leopoldo Nunes. Segundo ele, a convergência de mídias e a relação mais íntima com os produtores independentes são importantes pilastras na solidificação do projeto. O IPTV, sistema que funciona como TV pela internet, é um exemplo. Graças a ele, torna-se possível a demonstração de um projeto que interliga museus espalhados pelo país e os disponibiliza na figura de acervo na Web. Marco Antônio Coelho, Relações Institucionais da Fundação Padre Anchieta/TV Cultura e a presidente da TVE Brasil, Beth Carmona, incrementaram o debate sobre a comunicação pública. Coelho falou sobre a possibilidade de o processo de transição para o digital acontecer de forma conjunta entre as redes, incluindo também a Rede Brasil.Por falta de financiamento, o novo sinal não virá em formato de alta definição, como será o das redes privadas. A verba anual da TV Cultura é de R$ 150 milhões, enquanto a TVE recebe por volta de R$ 60 milhões. Coelho lembrou que apesar de ter comercializado parte de seu conteúdo, o valor alcançado pela Cultura foi perto de 10% do total de faturamento e, portanto, não descaracteriza a condição pública de sua emissora.Entre os projetos da TVE, rede pertencente à Acerp, a chegada da digitalização deve aperfeiçoar o programa de educação à distância por meio da integração de mídias e utilização da banda larga. Também estiveram presentes no Fórum a especialista em Mídia Interativa e radialista Rosa Freitag, o jornalista Newton Cannito e o roteirista e diretor do IETV, Fernando Crócomo. Rosa mostrou um protótipo que simula interatividade no produto telenovela. O programa desenvolvido em 1995 é atual e permite ao telespectador mudar o rumo da história e alterar inclusive as opiniões e o humor dos personagens. Os outros especialistas falaram essencialmente sobre os formatos com maior probabilidade de fixação na TV digital e mudança nas formas de investimento no setor.Marcelo Gripa - Especial do Rio de Janeiro.
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