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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Rede DVB-H - TV Móvel

TV móvel
Grupo prepara primeira rede de DVB-H no Brasil
25/02/2008, 20h06
O Brasil pode ter, em breve, uma rede de DVB-H, tecnologia que permite a oferta de TV por assinatura para celulares. A diferença é que o DVB-H é uma tecnologia de broadcast, que permite a transmissão de canais de forma independente da infra-estrutura das operadoras móveis. Quem comanda o projeto é o ex-diretor de marketing da Telemar, Alberto Blanco. Desde que deixou a operadora, no final de 2006, o executivo começou a trabalhar sigilosamente nesse projeto. O segredo foi mantido a sete chaves por mais de um ano, mas agora é revelado às vésperas do primeiro teste-piloto.
Blanco disse a este noticiário que a empresa Participe TV tem o suporte de outros investidores, cujos nomes não revela. Para iniciar o projeto, a companhia comprou a empresa Nova Comunicação e Radiodifusão Ltda, que detém a licença do serviço especial de TV por assinatura (TVA) para operar um canal de UHF no Rio de Janeiro. São licenças que permitem a transmissão na forma aberta e também na forma paga. Por não serem licenças de broadcast, não estão obrigadas ao uso da tecnologia ISDB-T, adotada pelas emissoras abertas.

Em busca de licenças

Estão em negociação parcerias com detentores de licenças de TVA em outras cidades. O plano de negócios de Blanco tem como meta a conquista de 5 milhões de assinantes em cinco anos, com o serviço lançado em cinco cidades. "Da mesma forma que o pré-pago trouxe a massificação do celular, a TV móvel fará a massificação da TV por assinatura", aposta o executivo.
Uma antena já se encontra instalada no morro do Sumaré, no Rio de Janeiro, e o primeiro teste aguarda apenas a aprovação da Anatel para ser iniciado. O head-end será instalado na Barra da Tijuca. O executivo espera iniciar no final de março o teste, durante o qual serão transmitidos de graça dez canais - cinco ao vivo e cinco em loop. As negociações com os canais estão quase fechadas, mas os nomes ainda não podem ser divulgados. São, inclusive, canais de TV por assinatura.
Blanco adianta que haverá certamente um canal adulto e outro infantil.

Conteúdo exclusivo

Além disso, está previsto um canal com conteúdo exclusivo para celular, que contará com material oriundo de produtoras independentes nacionais. A tecnologia atual permite a oferta de até 12 canais com boa qualidade de imagem - 30 frames por segundo. A compressão é em H.264 (MPEG 4).
Enquanto faz os últimos preparativos para o teste, a Participe TV está próxima de fechar contrato com uma grande operadora de celular para o lançamento comercial do serviço. A idéia é que a cobrança seja feita pela tele e a receita seja dividida com a Participe TV. "A assinatura mensal custará menos de R$ 50. Teremos também a opção de acesso semanal e diário. Se o usuário quiser ter acesso por um único dia, o preço será menor que R$ 7", descreve Blanco. O canal de retorno será a rede celular, através da qual se dá a interatividade. Provisoriamente, o serviço da Participe TV foi batizado de "VTV", mas o nome está sujeito a mudanças depois de assinada a parceria com uma operadora.
O executivo acredita que será possível fazer um lançamento comercial dentro de 12 meses. Para cobrir todo o Rio de Janeiro será necessário instalar cerca de 20 antenas. Provavelmente elas serão postas em sites onde já houver ERBs da operadora parceira.

Handsets

Blanco acredita que os primeiros modelos de celulares com receptor DVB-H chegarão ao Brasil custando em torno de R$ 1 mil. "Em dois ou três anos esse preço deve cair bastante", aposta. Paralelamente, a Participe TV negocia com um grande fabricante internacional o lançamento no Brasil de um modelo com receptores para o padrão brasileiro de TV digital e para DVB-H. Seria, portanto, um aparelho capaz de receber tanto o sinal gratuito das TVs abertas brasileiras quanto o serviço de TV por assinatura a ser oferecido pela Participe TV.

Regulamentação

Segundo Blanco, de acordo com a regulamentação, nada impede que seja oferecido um serviço de TV por assinatura com tecnologia DVB-H com a licença de TVA. Pelo contrário: muitos canais em UHF com essa licença jamais cumpriram a função de oferecer efetivamente o serviço de TV por assinatura. Assim, no seu entender, a oferta de DVB-H em UHF com licença de TVA dá a esses canais a utilidade que lhe é prevista pela regulamentação. Para Blanco, o PL-29, projeto de lei que trará novas regras para o setor de TV por assinatura, "está caminhando no sentido correto", já que é agnóstico em termos de tecnologia. Fernando Paiva - PAY-TV News

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

TIM lançara TV paga via celular

TIM lançará TV paga no celular para rede 3G
11/02/2008, 10h22
A TIM pretende lançar para sua rede 3G um novo serviço de TV por assinatura no celular. A operadora já está negociando conteúdos, mas antes do lançamento espera as definições do PL 29, projeto do deputado Jorge Bittar (PT/RJ) que regulamenta o serviço de TV por assinatura. "Queremos lançar o serviço direito", justificou o presidente da TIM, Mario Cesar Araujo, entrevistado nesta segunda-feira, 11, enquanto visitava o Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha.
Vale lembrar que a TIM foi a primeira operadora no Brasil a oferecer streaming de canais de TV sobre a rede celular, alguns anos atrás. O serviço, batizado de TIM TV, era gratuito e a pequena variedade de canais não propiciou grande sucesso. Questionado se na nova versão do serviço a TIM usará a tecnologia DVB-H, Araujo negou: "Vamos usar a rede 3G". Com velocidades maiores para download, a qualidade da imagem será melhor. Araujo minimizou o risco de sobrecarga na rede.
Para o presidente da TIM, é a oferta de conteúdo que fará a diferença no 3G. "Videochamada não tem apelo junto ao consumidor final", comentou. Ele aposta também no sucesso da banda larga móvel, com a venda de modems e laptops com chips embarcados. Fernando Paiva, de Barcelona - PAY-TV News

TV móvel é tendência forte

TV móvel é tendência e vai ser popular, apostam CNN e Ericsson 12/2/2008 17:26:00

A TV móvel deve passar por uma fase de grande crescimento baseado na demanda dos consumidores, já que o serviço é o principal aplicativo que usuários gostariam de ver nos seus telefones, de acordo com um estudo de comportamento entre consumidores realizado pela Ericsson e a maior emissora internacional de notícias, a CNN. Os resultados mostram que mais de um terço (34%) dos pesquisados elegeram a TV como aplicativo de maior demanda e praticamente metade (44%) dos pesquisados devem adotar a TV móvel num período de dois anos.

Os principais resultados revelam que mensagens com vídeos e fotos devem ser amplamente adotadas com a redução de tarifas e melhor funcionalidade. 57% dos pesquisados usam a tecnologia de fotos para enviar e receber imagens todos os meses, o que faz com que essa atividade seja a mais popular. Essa tendência também foi refletida na popularidade do serviço iReport, da CNN, um serviço de conteúdo gerado pelo usuário, lançado em 2006. O serviço recebeu 50,000 mensagens, que inclui imagens e vídeos de celulares de 189 países do mundo inteiro durante os primeiros 12 meses, impulsionando a tendência global do "jornalismo cidadão" e criando uma relação mais íntima entre a audiência e os veículos de comunicação.

De acordo com o relatório, praticamente um em cada quatro (24%) usuários de TV móvel utilizam o serviço todos os dias, e metade deles (52%) semanalmente. Com uma pontuação de 77%, as notícias dominam as preferências, seguidas por programas da TV aberta, com 48%.

"Os resultados dessa pesquisa reforçam o compromisso da CNN na liderança das tendências dinâmicas que influenciam a maneira pela qual nossa audiência consome conteúdo", diz Didier Mormesse, Vice-Presidente Sênior de Pesquisa para Venda de Propaganda, Desenvolvimento & Conhecimento da Audiência da CNN International. "O nosso negócio móvel cresceu bastante nos últimos anos e devemos continuar investindo em iniciativas pioneiras e novos serviços. Pesquisas como essa oferecem uma visão mais clara dos desejos do consumidor, e por esse motivo a nossa estratégia digital atende as necessidades do nosso público de conteúdo com notícias de alta qualidade num ambiente móvel."

Jan Wäreby, Vice-Presidente Mundial de Multimídia da Ericsson, diz: "Embora esteja no início, a TV móvel deve ser um serviço popular dentro de alguns anos. Baseado na demanda pelos serviços em conjunto com novos padrões de uso, a TV móvel representa uma das maiores oportunidades de multimídia em rede para operadoras de cabo e telecomunicações."